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Slow Travel Life | Aline Silva

Slow Travel Life | Aline Silva

Voce sabia que um terço de toda a costa espanhola está localizada na Galícia? Ourense, Santiago de Compostela, A Coruña… essas são algumas das cidades que voce deve reconhecer pelo nome.

Se voce já pensou em ir para essa região, ou está planejando sua próxima viagem, queria dar uma dica super bacana. A Aline Silva, minha amiga que conheci pelo mundo online (e não vejo a hora de conhecer pessoalmente!) criou uma curadoria de viagem, a Slow Travel Life, que foca na Galícia como destino.

Na Slow Travel Life, todos os planos de viagens são criados individualmente e de forma customizada, e a Aline recomenda apenas aqueles estabelecimentos ou atividades que acreditam na filosofiva do slowtravel. As experiências são autênticas e nos ajudam a desacelerar e descobrir um novo jeito de viajar, com mais calma.

A essência do Slow Travel Life é compartilhar com você roteiros que refletem a maneira com que Aline vive suas próprias experiências de viagens, explorando uma combinação de "lugares imperdíveis" e segredinhos  da cultura galega - como um viajante, não como um turista. Vivenciando a vida local desfrutando de atividades que são transformadoras e inspiradoras.

Eu gosto tanto deste projeto da Aline, que a convidei para um bate-papo. Ela me contou mais sobre como surgiu a idéia, como a idéia saiu do papel, e mais sobre seus mentores e sua experiência em hotelaria. Entrevista completa abaixo.

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Como surgiu a idéia do Slow Travel Life?

A idéia surgiu quando eu comecei a viajar pela Galícia e descobri lugares de muita natureza, cultura e gastronomia. Neste momento senti que a Galícia tem um potencial para desenvolver ainda mais a sua atividade turística.
Trazendo a minha bagagem de trabalhar com hospitalidade no Brasil queria fazer algo aqui também para explorar a minha rede de contatos e mostrar uma Espanha diferente. Mas queria criar algo original e trazer uma hospitalidade mais afetiva. Por isto busquei inspiração no movimento Slow Travel para resgatar valores como aproveitar o momento, desfrutar as conexões humanas e crescer como comunidade.

Conte-nos mais sobre o processo da idéia à execução?

Em princípio eu havia pensado em abrir um café, mas refleti que não queria ficar presa à um espaço físico. O segundo passo foi estudar as possibilidades de alguma franquia de serviços de tours gastronômicos, mas senti que isto iria impor limitações na minha criatividade. Então pensei, poxa o que eu quero mesmo fazer? Comecei a ligar os pontos entre os meu conhecimentos de hospitalidade, minha rede de contatos no Brasil e as oportunidades de turismo na Galícia, bingo! Quero ajudar o viajante brasileiro a planejar uma viagem gostosa e sem pressa por esta região, que é slow por natureza.
Comecei a buscar informações de como abrir uma empresa na Espanha. Foi quando eu me deparei com um coworking de empreendedorismo organizado pela Molinera, um espaço de desenvolvimento tecnológico, e a EOI (Escola de Organização Industrial da Espanha). Aqui eu encontrei um programa de 6 meses que ajuda empreendedores a validar o modelo de negócio com metodologias ágeis, e o desenvolvimento de habilidades para tirar as idéias do papel.

Quem são os seus mentores e como eles fizeram a diferença no seu projeto?

No projeto temos 3 linhas de mentoria:

  • Com o coordenador do curso, Lalo Garcia, você se encontra a cada 15 dias. Ele tem a visão ampla do seu projeto e te prepara segundo as metodologias do programa.
  • O meu mentor principal do projeto é Lois Babarro, empreendedor e empresário local que é vice-presidente da Associação de Jovens Empresarios na Espanha. Com ele tenho o acompanhamento semanal, avaliamos o mercado e validamos cada passo. Os mentores principais aportam conhecimento de mercado e nos proporcionam acesso a uma rede de networking.
  • Mentorias com os especialistas, estas são marcadas pelo coordenador do curso segundo as necessidades de cada projeto, nas áreas de finanças, marketing, direito legal, estratégias digitais, vendas, entre outras.

Como a carreira em hotelaria preparou voce para este momento?

Eu acredito que trabalhar em hotéis me ajudou a desenvolver a atenção aos detalhes.

Como estive em redes internacionais como Intercontinental, Hilton e Emaar Hospitality tive a oportunidade interagir com profissionais de outros países ampliando a minha percepção de hospitalidade em outras culturas. Boa parte da minha carreira foi no departamento de eventos, e nesta área sabemos que imprevistos sempre acontecem. Isto me ajudou saber planejar, antecipar necessidades do cliente e a gestionar crises.

Para oferecer a curadoria de experiências na Slow Travel Life acredito que todo este repertório me fortalece como provedora de serviços e aporta um grande valor profissional, mas principalmente o que aprendi sobre atenção aos detalhes. Mas eu sempre achei naquela época que a hospitalidade dos hotéis de rede eram um pouco mecânicas e padronizadas, e tentando melhorar essa frieza foi como desenvolvi o meu estilo de Hospitalidade Afetiva, que entende a hospitalidade como um processo holístico e customizado, e aplico a cada passo do meu trabalho.

Quer saber mais sobre o Slow Travel Life? Siga o Instagram e o website.

Obrigada pela entrevista, Aline!

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